Samsung lança Galaxy Z Fold4 e Galaxy Z Flip4 (edição extra)
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Samsung lança Galaxy Z Fold4 e Galaxy Z Flip4 (edição extra)

RESUMO

Edição especial enviada em 10 de agosto para assinantes da newsletter para acompanhar o Unpacked 2022, evento da Samsung em Nova York

Edição EXTRA UNPACKED 2022

10 de agosto de 2022

Samsung Galaxy Z Fold4: sensação de maior robustez, mas ainda é grande –- quer dizer, um tablet (fotos: Henrique Martin/Interfaces)

A NOTÍCIA

A Samsung anunciou hoje em Nova York sua nova linha de aparelhos: são dois smartphones dobráveis – Z Fold4 e Z Flip4 –, dois relógios inteligentes – Galaxy Watch5 e Watch5 Pro – e um fone de ouvido sem fios, o Galaxy Buds2 Pro.

No Brasil, o evento local para falar dos preços e data de lançamento será em 23 de agosto. Sim, já em duas semanas.

Você está recebendo esta edição extra porque o Henrique está em Nova York para acompanhar o Unpacked 2022, já viu os produtos e traz as novidades logo que foram anunciadas oficialmente.

Amanhã ele deve usar os dobráveis de forma mais intensa e conta mais na edição normal de sexta.

Galaxy Z Flip4: pequenas mudanças estruturais, promessa de câmera e bateria melhores

O QUE IMPORTA

No caso dos dobráveis, são mudanças incrementais. O conceito geral segue igual: o Z Flip4 é o dobrável que quer ser um ícone fashion, o Z Fold4 é um smartphone grande que vira um tablet – ainda com a caneta S Pen à parte.

O Z Flip4 tem um novo design da câmera e um corpo mais compacto, com a dobradiça mais fina, tela externa maior e a borda da tela interna mais estreita. A bateria cresceu também, para 3.700 mAH de capacidade (eram 3.300 mAH).

O mesmo ocorre no Galaxy Z Fold4, que tem as telas interna e externa mais largas e está um tanto mais leve (263 gramas, contra 217 do Z Fold3). Essa extensão das telas é apenas a linha dobrável chegando ao ponto dos smartphones normais – aumenta-se a tela, o consumidor ganha a sensação de “mais espaço útil” disponível em um aparelho grande. No Fold4, a bateria segue igual com 4.400 mAH.

Uma coisa é perceptível: ambos parecem (e são, segundo a Samsung) mais resistentes. Menos sensação de brinquedo de plástico, como eram as primeiras gerações de ambos, mais resistência por fora e por dentro (nunca esqueceremos o fiasco do Fold original e seu recall, mas isso já é passado).

Por dentro, processador Qualcomm Snapdragon Gen 1, câmeras aprimoradas – com sensores melhores para tirar fotos em baixas condições de luz e comparáveis aos Galaxy S22/S22+ e zoom óptico “space zoom” de 30x com periscópio no Z Fold4.

Galaxy Z Flip4 Bespoke Edition: muitas cores lá fora, algumas opções no Brasil

O Galaxy Z Flip4 será lançado com uma opção com acabamento colorido customizável, chamado Bespoke Edition – já presente em geladeiras e outros produtos da Samsung.

Nos EUA e outros mercados selecionados serão 75 combinações possíveis (tampa frontal, traseira e cor do quadro do smartphone). Pela primeira vez, o Brasil terá essa opção adicional de design além das quatro cores tradicionais (preto, rosa, roxo e azul, nosso favorito). Mas não teremos a possibilidade de customização.

Dobra, dobra, dobra: testes dizem que o Galaxy Z Fold4 aguenta pelo menos 200 mil movimentos de abre-e-fecha.

OUTROS LANÇAMENTOS

  • Galaxy Buds2 Pro: os fones sem fio com visual de azeitona passaram por um corte de calorias e ficaram mais discretos (15% menores, diz a Samsung), com cancelamento de ruído ativo e áudio 360. Testamos e gostamos da qualidade do som.
  • Galaxy Watch5 e Watch5 Pro: os smartwatches da Samsung ganharam incrementos para melhor precisão de medições (frequência cardíaca, sensor para eletrocardiograma e bioimpedância) e avanços no rastreamento de sono.

    O modelo Galaxy Watch5 Pro é a novidade aqui, com bateria maior, corpo em titânio e recursos para uso outdoor – aqui o público-alvo é quem compra relógio especializado da Garmin e afins. Interessante porque existe o rumor de um Apple Watch 8 Pro, o que pode ser legal para comparar.
Galaxy Buds2 Pro e Galaxy Watch5: essa é a cor Bora Purple, sendo “bora” a tradução coreana de “roxo”, então o produto tem a cor roxo-roxo.

O QUE ACHAMOS DISSO TUDO

A Samsung entrou no mundo dos dobráveis em 2019 com o Galaxy Fold na esperança que a concorrência viesse atrás.

Dois anos e meio de pandemia e quase nenhum interesse dos competidores – exceção ao natimorto Razr, da Motorola, e aparelhos pontuais da Huawei e da Oppo na China – deram uma liderança curiosa à Samsung: as vendas crescem (a expectativa da companhia é dobrar seu mercado em 2023 em comparação com o ano atual), mas isso só ocorre porque não existem alternativas.

E com dois produtos bons, robustos, duráveis, com formatos reconhecíveis pelo público consumidor geral, o desafio da Samsung agora é tornar o dobrável algo popular. Levar para o “mainstream”, como ouvimos da companhia.

O problema? Preço e um mercado um tanto estagnado, com dólar alto e inflação global. Em 2019, dobráveis eram algo incrível (ainda são) – mas o que mudar daquele primeiro produto para hoje?

Telas ficaram mais largas, com menos bordas, mudanças internas da evolução de tecnologia (processador, mais memória, câmeras aprimoradas). Os dobráveis entraram na fase do incremento, não mais da novidade.

E como sair dessa? Aparelhos mais econômicos (um Galaxy A dobrável seria um caminho) e novos formatos de aparelhos. Telas enroláveis? Smartphones que dobram em três e viram um tablet grande quando abertos? Não sei. Mas é um caminho que talvez seja o futuro.

Seguimos achando que o formato do Z Flip4 é o vencedor nesse caminho, por enquanto. É a experiência da tela grande de um smartphone com todo efeito sensacional de dobrar ao meio e se transformar em algo pequeno. Faz isso mais barato, Samsung, por favor?

Interfaces viajou a Nova York a convite da Samsung Brasil. Obrigado! 

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